PIP é possibilidade.
"Abrasileiramento" do verbo inglês PEEP: olhar, dar
uma olhada rápida e muitas vezes cautelosa.
Surgiu em 2002 em Curitiba, Paraná / Brasil com o intuito de
pesquisar a dança contemporânea em diálogo com várias
áreas como circo, teatro, cinema, música e artes plásticas.
Criada pela diretora e coreógrafa Carmen Jorge e o acrobata
Luiz Borges sob o nome de Ar Co. - Companhia do Ar, nome que fazia evidente
referência às pesquisas anteriores com importante foco
nas acrobacias de solo e acrobacias aéreas.
No ano de 2002 a Companhia teve um fluxo de trabalho bastante produtivo
com duas montagens que seguiam um pensamento dramatúrgico vinculado
ao teatro, devido à trajetória da coreógrafa Carmen
Jorge junto às produções e a comunidade teatral
da cidade de Curitiba.
Entre 2002 e 2005 a pesquisa é direcionada para as questões
dramatúrgicas do corpo.
Em 2004/2005 no projeto 3Mg - Gingaestética emerge um corpo
com um teor acentuadamente crítico, cada vez mais presente com
fortes características baseadas em alguns aspectos da brasilidade
como: a luta diária pela sobrevivência e capacidade de
adaptação (da onde se desenvolve a nossa "ginga"),
espaços periféricos e labirínticos, a enorme diversidade
cultural e territorial, influencia de várias raças e culturas
estrangeiras, manipulação, miscigenação,
passividade, esgotamento, pobreza, miséria, sucateamento, exploração
sexual, transgressão, marginalidade, sentido de comunidade, invasão,
insistência, ironia e humor, o qual chamamos de Corpo Precário
e Auto Editado e que continua fomentando investigações.
PIP é uma companhia nova e independente que busca um ideal
estético próprio.
Atualmente seu perfil caracteriza-se mais fortemente pela pesquisa
em dança contemporânea , sua aproximação
com a performance art e o diálogo com a tecnologia. Trabalha
com uma direção compartilhada de idéias e visões
sobre a arte e o mundo. Investiga conceitos como a instabilidade, manipulação,
subversão, metalinguagem, trabalha com meios de comunicação
de massa, estética fragmentária, narrativa não
linear, texturas, sobreposições, apropriações,
colagens, edições, propõe o hibridismo, o experimentalismo,
se interessa pela cultura pop, pelas artes visuais e novas mídias.
Encarar novas possibilidades de pesquisa não necessariamente
pautada somente visando resultados cênicos também faz parte
de seus propósitos.