BARRACO foi uma continuação de processo de 3 Miligramas. Teve como ponto central estrutural à ausência de planejamento, de projeto pré-concebido com frases fixas de coreografia, falta de acabamento e transformação constante, propondo uma dança que se fazia com o que podia e se tinha no momento (como instruções e interação). Revelava um corpo fragmentado em constante colapso e antifluxo de movimentação. Cada apresentação tornava-se original e transformadora à medida que todas as decisões tomadas eram instantâneas, desafiando o potencial do performer/bailarino/músico/videomaker/iluminador e seus olhares sobre a cena, ao mesmo tempo em que ela estava em construção, assumindo a “precariedade” e o “risco” da situação como resultado estético. A PIP inaugurava o conceito de “auto – edição”. Um corpo selvagem, atento e transbordante. Foi encenado numa instalação cenográfica com 29 tvs, quarenta vasos de plantas e 60 cadeiras de praia divididas em duas platéias. BARRACO concretizou na PIP a presença da tecnologia na cena e fomentou caminhos para os próximos desdobramentos.

 

Leia aqui a crítica escrita por Helena Katz para o Jornal O Estado de São Paulo

photos by lauro borges, duo foto&grafia and gil grossi