Em 2002 com o nome de Ar Co. – Companhia do Ar, realiza dois espetáculos que atingiram grande repercussão A Casa dos Anjos e Motion. A Casa dos Anjos diálogou com teatro, as artes plásticas, o circo e a música ao vivo. Motion se aproximou do cinema e da fotografia criando uma forte textura de imagens, rompendo com uma narrativa linear e pesquisando aspectos da realidade e miséria humana. A utilização de técnicas verticais permitiu uma subversão e exploração espacial vigorosa e inusitada.

 

Durante o ano de 2003 a companhia coordena o projeto ”CIM - Centro de Investigação do Movimento”, espaço cultural localizado no bairro do Rebouças, onde iniciou novas buscas e direcionamento de pesquisa em dança e movimento com nítida influencia da performance art culminando com a performance “Corpos de Passagem”. O CIM trouxe entre outros colaboradores a pesquisadora de movimento Renata Melo, de vídeo Leonel Brum e o teórico da dança Roberto Pereira. Em 2003/2004, com elenco reformulado, participou das pesquisas na “Casa Hoffmann - Centro de Estudo do Movimento”, importante projeto com curadoria de Andréa Lerner e Rosane Chamecki destinado a workshops com estudiosos do movimento como: Deborah Hay, Tere O´Connor, Shelley Senter, Xavier Le Roy, Simone Augtherlony, David Zambrano, La Ribot, John Jasperse, Thomas Lehmen, Fabiana Brito, André Lepecki,Thomas Plischke, Vera Mantero, Helena Katz, Lia Rodrigues, Cristine Greiner entre outros, contribuição que redefiniu totalmente o pensamento e o rumo das investigações para a companhia, que passa a se chamar PIP - Pesquisa em Dança.

 

Em 2005 realiza o projeto 3 Mg – Gingaestética pesquisa interessada em incorporar e acentuar determinados aspectos da brasilidade no corpo , com embasamento no estudo de arquitetura e urbanismo e na obra do artista Hélio Oiticica originário do livro “Estética da Ginga” de Paola Berenstein Jacques. 3 Mg – Gingaestética estreou em Nova Iorque convidado para o evento Channel Sur – Dança Latinoamericana em Nova Iorque, evento criado pelo coreógrafo e bailarino venezuelano Luis Lara Malvácias em colaboração com o bailarino e coreógrafo americano Jeremy Nelson em uma realização do Danspace Project. A Cia. participa com 3 Mg da Mostra de Artes do Mediterrâneo do SESC São Paulo no evento Mostra Internacional de Novos Coreógrafos em parceria com a Fabbricca de Coreógrafos (Itália). Além de fazer temporada em Curitiba /PR apresentou–se em várias unidades do SESC-SP. É contemplada com o edital “Difusão Cultural” lançado pela Fundação Cultural de Curitiba, com a montagem do projeto MOBILLE, pré projeto que deu início as pesquisas de BARRACO, levando a dança contemporânea para a periferia de Curitiba/PR. Em 19 de abril de 2006 estréia BARRACO, uma instalação que envolve corpo, som e vídeo dando continuidade às pesquisas relacionadas a um corpo carregado de brasilidade num formato completamente híbrido proporcionando a investigação da relação entre as partes e o pensamento colaborativo, aprofundando as influencias de arquitetura e urbanismo e do artista Hélio Oiticica. BARRACO está dividido em fases, a primeira intitulada como TRANSBORDAMENTO, completamente experimental. Em 17 de maio de 2006 3 Mg – Gingaestética apresenta-se na Itália no FABBRICA EUROPA, festival que envolve ciência, imagem, corpo,dança, tecnologia, música, teatro e workshops na cidade de Florença. No ano de 2006 BARRACO é contemplado com o prêmio FUNARTE Klauss Vianna, realizando temporada no SESC Avenida Paulista espaço 9º andar. Em outubro de 2007 a PIP inicia uma série de procedimentos envolvendo instalações, dança e tecnologia com o projeto OB-GESTOS trabalhando com o uso de tvs e tecnologia analógica. No final de 2007 a PIP foi contemplada com o edital "Produção e Difusão em Dança" através do Fundo Municipal da Cultura de Curitiba com o projeto LAB SIMBIOPTICO experimentando tecnologia digital na cena.