LAB SIMBIOPTICO foi um procedimento de dança contemporânea que trabalhou na interface com a tecnologia, artes visuais e performance art. No seu material ou “imaterial” explorado, juntamente com uma configuração espacial plural e interativa foram lançadas questões que mexiam com a expectativa do que seria assistir um espetáculo, olhar uma obra ou objeto de arte, exigindo do público uma participação ativa, tomando a obra para si e se incluindo na experiência. Nesse sentido propôs a interatividade, a desespetacularização, rompeu relações com o tradicional palco italiano, como o local da platéia e local do artista e buscou novas formas para lidar com a arte e a dança. Adotou-se como fonte teórica Arlindo Machado, Philippe Dubois e Michael Rush. Contou com a colaboração da pesquisadora/doutora em dança com mediação tecnológica Ivani Santana.

Utilizou recursos de telemática e inaugurou na PIP uma fase de investigações com o uso de computadores, softwares para captação e operação em tempo real na cena como o Isadora Core.

photos Elenize Desgeninski